Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

PORQUÊ ELOGIAR?

Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha" (Lucas 21:4).
"Filha, a tua fé te salvou" (Marcos 5:34).
Hoje é segunda-feira e antes que a “fissora” me peça para apresentar a o TPC, vou já terminar a minha redacção sobre o fim-de-semana. Queria alertar para o facto de ao longo do weekend muita coisa ter acontecido e que apenas irei relatar dois momentos mais marcantes, começando pelo evento de ontem, domingo.
 Bem, ontem logo cedo fui, como habitualmente, ao culto dominical e a pregadora levava uma mensagem retirada do primeiro e do terceiro livro do Novo Testamento, Mateus e Lucas. Em Mateus ela foi buscar a história da mulher pobre. Aquela mulher que entregou ao Senhor as únicas (duas) moedas “de prata” que tinha em sua vida. O gesto daquela mulher foi enaltecido por Jesus. É que enquanto os demais “deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobejava, a mulher pobre, deitou todo o sustento que tinha" (Lucas 21:4).
Em São Lucas, a pregadora foi trazer uma outra mulher. Desta vez, se trata de uma mulher que padecia de uma doença rara e já na fase terminal. O interessante é que a mulher sabia que Jesus a poderia curar, no entanto, ela tinha de ter força e energia suficientes para poder enfrentar uma enorme multidão que cercava o Salvador, até alcança-Lo e ao menos tocar em suas vestes. A bíblia conta que a mulher enferma usou toda a sua força e conseguiu os seus intentos. Desta história a parte mais interessante reside no facto de Jesus ter enaltecido o gesto daquela mulher, como uma verdadeira demonstração de fé: "Filha, a tua fé te salvou" (Marcos 5:34).
Tanto em Mateus como em Lucas, Jesus elogia o esforço e a determinação daquelas mulheres. Ele, mesmo consciente do passado pecaminoso delas, enalteceu a fé demonstrada pelas atitudes que as duas mulheres acabavam de tomar.
Jesus usa, nas duas situações, o elogio como uma forma de encorajar as duas mulheres e aos demais a compreenderem o valor do bem. Jesus prefere não as repreender por causa dos erros do passado e que na lógica da sociedade em que viviam, a pobreza da primeira mulher e a longa hemorragia da segunda eram consequências naturais dos seus pecados.  
Eh pessoal! Há que se recordarem de que estamos perante uma redacção e porque na minha turma somos 69 para uma única “fissora” tenho que evitar me alongar para permitir que ela tenha espaço e fôlego para as redacções dos outros colegas.
O outro evento que me marcou e que vale a pena partilhar é o Nkobe Pork festival organizado pelo meu amigo e vizinho Lazaro Bamo. O encontro contou com convidados de luxo, como eu. Sim, eu sou de luxo. É que Bamo não convida qualquer manambwa(?). O evento que contou ainda com a presença de gente lúcida e esclarecida como Vaz, Nero, Nadja (coitado de mim que com o meu matswa accent não conseguia pronunciar este nome), Nyikiwa, Mutisse, Mbambamba, Mapengo, Colaço, a MP sensação (Soares), Mussá, Alfazema e tantos outros jovens e madalas esclarecidos deste Moçambique. Na lista dos madalas, há que destacar a presença do edil da Matola, o tal que ficou por reabilitar a Avenida de Nkobe.
Antes que a “fissora” me acuse de ter feito uma redacção com dois eventos em que um não tem nada a ver com outro, além do facto de eu ter participado nos dois, vou já apresentar a ponte.
O primeiro evento nos recomenda a usar o elogio como uma forma de encorajar as boas praticas, acções e ou atitudes que os nossos semelhantes tomam. E é isso que eu quero aqui fazer. Elogiar ao Bamo por ter tido a boa e oportuna ideia de reunir jovens de diferentes vivências e sensibilidades “em volta de um porco”. Com a merecida ressalva de a factura “todinha” ter ficado para ele, como bom hospedeiro.
Mas se Jesus no ensina a usar o elogio como arma de mobilização para o bem, então há que recordar que, uma boa parte de jovens esclarecidos, deste país, tem não raras vezes se esquecido de elogiar as boas praticas que o nosso governantes tem tido. Muitas vezes nós enxergamos apenas o que é mau e raras vezes encorajamos ou elogiamos o que de bom ou saudável é feito.
Porque o elogio é um instrumento valioso na construção de plataformas ou pontes que nos levam a sã convivência futura, sou de opinião de que sempre que possível devíamos elogiar as boas acções das pessoas que elegemos, da mesma forma que as criticamos quando justificado!

Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Ben Alí, o presidente fugitivo

Um dia chegará em que o cajú estará suficiente maduro para cair da árvore. Juiz Augusto Paulino
Não há duvidas que na atitude de Ben Alí, o fujão, as palavras de Augusto Pulino encaixam que nem numa luva. Demorou mas o cajú amadureceu e caiu. Caiu e de nariz, afinal não quiz olhar para a terra durante a sua subida. Nao criou condiçoes necessarias para que, os que estivesse em terra se preparassem para recebe-lo em caso de queda.
O nosso fujão, quando ainda saboreava o ar puro das alturas, não poupava as palavras e nem perdia tempo seleccionando os adjectivos para que nao se valesse dos mais violentos contra os seus compatriotas. O fujão embalado pelo vento das alturas, pintou de terrorista ao povo esfomedado que nada exigia, para além de pão para enganar o estomago.
Ben Alí, o Zeinadine, usou a mais violenta e brutal força militar e policial contra os seus compatriotas que pediam apenas as migalhas da sua afortunada mesa. Mas como o ultimo a rir, o faz melhor, o povo tunisino 23 anos depois , matou o cão tinhoso.
Espero eu, que o desmoronamento do Ben Alí, sirva de licção ao outros Alís espalhados por toda a nossa sofrida África. Que os outros Alís comecem a respeitar o povo que os ajudou a galgar até as alturas, que sejam mais comedidos nos seus discursos, para que nunca e nunca mais nenhum filho de Africa que tenha tido a sorte de estar nas nuvens, em vez de descer no fim da sua trajectoria, fuja para as Arabias.

Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Atire a primeira pedra quem nunca pecou

E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio acto, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. Joao 8:3-7

O ano 2010 se foi a menos de uma semana. Para muitos, incluindo a minha pessoa, 2010 é um ano para esquecer. É um ano para esquecer porque o custo de vida atingiu um pico assustador e isso foi suficiente para deixar bem furado os bolsos de muitos, já a bastante tempo esburacados. Aliás foi o elevado custo de vida que nos conduziu ao tenebroso 1 e 2 de Setembro.

Em 2010, foi também um ano negro no campo de debate, aqui na blogsfera. Sim, passamos quase todos os doze meses envolvidos em mordidelas ruidosas, que só contribuiram para escangalhar todo um saboroso e construtivo debate que aqui fluia antes da euforia eleitoral de 2009. E quanto a mim, a forma apaixonada e descuidada como nos envolvemos e ou interpretamos o corre-corre eleitoral de 2009 representou um marco negativo e que evenenou todo um sadio debate na nossa blogsfera. É que durante todo 2010, na maioria das vezes, postavamos ou para denegrir ou para exaltar uma determinada cor política.

Em 2010, foram aprimoradas as estrategias “escovistas”. Todo mundo tentava mostrar uma cara perfumada e simpatica ao seu suposto idolo político. Como tal, nem que o idolo fosse achado com a boca na botija, o escovador fingia nao ter visto, nem que para tal tivesse que criar condiçoes para todo mundo questionar a sua lucidez, seja academica ou de outra indole. Em 2010 só se escovava, e alguns mais gulosos e avarentos, prefiriam engolir toda a bota do idolo para que os outros nao tivesse a acesso a ela.

Por causa da pobreza do debate que existia na nossa blogsfera, muitos dos que a ele nao se reviam, enfiaram-se num assustador silencio, como se de avestruzes se tratassem. Muitos foram os bloguistas que viraram as suas atençoes para outros pontos onde podessem achar um ar puro e sadio para expressar as suas ideias.

Em 2010, a minha Matola continou orfã. A nossa edilidade continuou gatinhando e muito aquém das expectativas dos municipes. As estradas continuaram esburacadas, a resposta as solicitaçoes dos municipes, mormente no campo de licenciamento de DUATs continua assustadoramente lento. O lixo continua em quantidade industriais, aliás em muitos bairros nem se conhece a cor do carro da salubridade, apesar de mensalmente o municipe contribuir para os cofres municipais.

Uma boa parte do simples cidadaos também aproveitou 2010 para dificultar ainda mais a vida dos governantes, ora deitando o lixo em locais ou momentos inadequados, ora destruindo ou removendo os recipientes deixados pelo municipio para nele se depositar residuos solidos. Outras pessoas, adoptaram as mais bizaras artimanhas para nao pagaram as suas obrigaçoes enqunto municipes, refiro-me as variadas taxas devidas pelo cidadao. Outros municipes ainda, ao invez de contribuirem no combate ao crime, mediante a denuncia dos meliantes à policia, preferiram protege-los e assim dificultar ainda mais os esforços vizando garantir a segurança de todos nós.

Nao posso, de maneira nenhuma, terminar este post sem dizer bem alto que, foi em 2010 que a EDM assegurou a iluminaçao pública a quase todos bairros da nossa Matola, tornando facil a nossa vida nocturna enquanto municipes e dificultando a daqueles que se valiam da escuridão para assaltar e ou violar estudantes e trabalhadores a caminho das suas casas.

Em suma, 2010 foi um ano cheio de coisas ruins. Contudo, nao me parece util neste momento tentar atirar pedra a quem quer que seja. Aliás, em 2010 todos nós, governantes, academicos e cidadaos comuns contribuimos de uma e doutra forma para que 2010 fosse o que acabou sendo. Útil porém, é todos nós aprendermos com os nossos erros e procurarmos assegurar que 2011 seja um ano diferente e que no seu final todos nos possamos orgulhar pelos nossos feitos. A todos amigos e visitantes deste espaço, um bom 2011.

E desta forma anuncio o meu regresso a blogsfera.

Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Negócio do SIDA

aqui que o Ministério da Saúde Brasileiro anunciou que pessoas que mantiveram relações sexuais sem preservativos e que correm o risco de infecção pelo vírus HIV poderão solicitar medicamentos antirretrovirais como forma de prevenção. Segundo a noticicia , para ter acesso aos remédios, qualquer indivíduo deve procurar um dos 700 centros de referência no tratamento de HIV-SIDA em até 72 horas após a relação sexual desprotegida, mas o ideal é que sejam duas horas.
Esta notícia me deixou de alguma forma perplexo. Se se sabe que tomar anterretrovirais, duas horas após a relações sexuais desprotegidas previne a contaminação, porquê é que esta medida não é popularizada?
Já se disse várias vezes que as mulheres, especialmente em Africa, têm fraco poder de negociar o uso do preservativo junto aos seus parceiros, por factores económicos e culturais, porquê é que não se dissemina o uso de anterretrovirais após o acto sexual. Nem que para tal, elas tenham que o fazer as escondidas.
Quantas trabalhadoras do sexo seriam salvas com esta medida? Quantas vítimas de violação sexual terias suas vidas poupadas? Quantas crianças teriam a possibilidade de crescer com o carinho e calor das suas progenitoras?
Alguma razão especial para deixar pessoas sucumbirem quando existe uma saída que reduziria o número de novas infecções?

Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

monyo-monyo lipatu

Imagem recebida via email

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Alimentos não são uma mercadoria qualquer

Nos passados dias 1 e 2 de Setembro, assistiu-se em alguns bairros populares da cidade de Maputo, capital de Moçambique, e na cidade da Matola, uma cidade da cintura industrial de Maputo, a manifestações populares de grande violência, saque de bens alheios, públicos e privados, por parte de alguns elementos da população, e a uma repressão muito violenta da parte das forças policiais, podendo se deplorar a morte, por bala, de treze pessoas confirmadas, entre as quais duas crianças.
A UNAC, União Nacional de Camponeses, condena tanto o uso da repressão cega e da força letal por parte das forças da ordem, como a destruição gratuita de imóveis, veículos, bombas de gasolina e outras estructuras físicas por parte de elementos da população. Além disso, a UNAC deplora profundamente a morte de inocentes, que se encontravam no local errado na hora errada. Nossos votos para que, num país que se diz “ estado de direito”, uma situação destas não se repita NUNCA MAIS.
Um dos elementos que estão na origem desses levantamentos populares é a subida do preço do pão – quase simultánea com o incremento das tarifas de energia eléctrica, do fornecimento da água potável e dos combustíveis (esses últimos tendo conhecido incrementos regulares nos passados meses). A tensão no seio do povo já estava presente há meses devido ao aumento do custo da vida. Lamentamos que mais uma vez, quem é de direito não se tenha dado conta até as manifestações da semana passada acontecerem.
O pão, embora Moçambique não seja produtor de trigo, tornou-se um alimento diário básico para milhares de famílias moçambicanas do meio urbano. Sabe-se que o trigo, tal como outros bens alimentícios, é cotado nas bolsas mundiais, tornando-se assim um bem com valor muito volátil e sujeito à especulação, que depende dos altos e baixos dos mercados. No presente caso, o aumento do preço do trigo a nível mundial, seria derivado, entre outros motivos, do corte no seu fornecimento pela Rússia, que foi vítima, nas passadas semanas, de incêndios de grande amplitude, que atingiram as zonas produtoras desse cereal. Como então se justifica que incêndios no mato Russo possam ter consequências tão desastrosas para populações africanas, e mais particularmente moçambicanas?
Avaliando a situação que acabamos de assistir no nosso País (que provavelmente repetir-se-á não só em Moçambique mas também noutros países africanos, tal como aconteceram, em 2008 e pelos mesmos motivos, as chamadas “revoltas da fome” com o aumento do preço do arroz em vários pontos do continente e não só) fica óbvio que “há algo de podre no reino da globalização”. De realçar que mais uma vez, os países do chamado “terceiro mundo” são vítimas das crises que o “mundo desenvolvido” produziu. Daí nossas fortes dúvidas se realmente é esse o modelo que nós, os chamados “países pobres”, devamos seguir.
Como UNAC, reiteramos hoje o que temos estado a exigir a nível nacional, mas também a nível internacional dentro da Via Campesina: os nossos governos – e o governo moçambicano em particular - têm que levar a cabo compromissos políticos a longo prazo, por forma a reconstruir as economias alimentares nacionais. Os países doadores têm um peso extremamente grande no orçamento geral do País. Apelamos aos Governos destes países para observarem os compromissos de Paris e Accra no que concerne ao respeito pela soberania nacional na definição da agenda do nosso País.
A grande prioridade deve ser dada à produção alimentar doméstica para minimizar a dependência do mercado internacional. Os camponeses e pequenos agricultores devem ser estimulados, através de melhores preços para seus produtos e mercados estáveis, para produzir alimentos para si, para suas comunidades e para as cidades. Isto significa um aumento do investimento na agricultura do sector familiar, em pequenas e médias explorações para fazer face ao mercado interno, assim como medidas para controlar as importações baratas de bens alimentares.
A UNAC quer insitir aqui no termo “agricultura camponesa”, por oposição à “agricultura de grande escala virada a exportação”: a agricultura camponesa significa que ela basea-se nos camponeses e nas camponesas, que desempenha uma função social e cultural, zela por uma produção alimentar de qualidade, orgânica e adaptada aos hábitos e costumes alimentares locais, livre da especulação nas bolsas mundiais.
A UNAC insiste na necessidade de se olhar de forma mais positiva para a agricultura camponesa. As políticas neoliberais foram gradualmente formatando a alguns de nós, de que “os camponeses só produzem para a subsistência”, portanto “não é com eles que se pode dar o salto qualitativo para o desenvolvimento e o que é preciso é que a agricultura seja negócio e mais negócio”, daí a paranóia da agricultura de grande escala ou “agribusiness”. Vários exemplos em defesa desta argumentação nos são apresentados e que, portanto, é ela que devemos seguir. Isto é o que se propaga e implementa nos países ditos desenvolvidos e não só.
O que acontece é que as crises alimentares vão sucedendo uma a outra periodicamente à medida que se avança nesta direcção. É verdade, todavia, que os países que praticam este modelo produzem muito mais do que necessitam, mas uma grande parte da sua população passa fome. Um exemplo muito badalado deste modelo é o da nossa vizinha África do Sul. Sabe-se, todavia, que neste país há milhões a passarem fome e até em alguns casos pior que nas nossas zonas rurais, disso não se fala. É aqui onde está o problema.
O sector familiar beneficiando de incentivos e com políticas que levem ao seu crescimento - acesso ao crédito, terra, água, tecnologias, serviços adequados de extensão - pode produzir muito mais, assim como, logo à partida, contribuir grandemente para a distribuição. A produção e a distribuição vêm em cadeia. Não é necessário que os produtores de alimentos sejam comerciantes especuladores de comida para dar um forte contributo ao desenvolvimento sustentável e à Soberania Alimentar dos povos. Isto é que deve ser profundamente analisado, porque erro maior, é permanecer no erro!
Acontecimentos como os da semana passada em Moçambique corroboram com a nossa perspectiva de luta: os alimentos não são uma mercadoria qualquer. É inaceitável que uma população, na sua maioria pobre, fique à mercê dos mercados mundiais para comer ou não comer, quando um País como Moçambique possui terras e recursos naturais mais que suficientes para assegurar alimentos, tanto para o campo como para as cidades.
Saudámos as medidas anunciadas pelo Governo Moçambicano no passado dia 7 de Setembro, para conter os aumentos de preços e acalmar os espíritos. No entanto, solicitamos o Governo para avançar com medidas sustentáveis a longo prazo, para que as que foram tomadas não passem de meros paliativos, sem que todo o sistema alimentar do nosso país seja revisitado. Solicitamos ainda o Governo para melhorar os mecanismos de colaboração com os camponeses e as camponesas nos planos governamentais para o futuro.
Como UNAC, nosso dever e nossa missão é de continuar a lutar para que as familias moçambicanas, das cidades e do campo, enfim, nosso País como um todo, alcance a Soberania Alimentar. Posicionamento da União Nacional de Camponeses